16 julho 2007

O começo

No começo, não havia nada. Nada além dos dois raminhos de trigo que balançavam ao vento. Os dois estavam cravados na terra árida. Suas sementes estavam secas.

Aquilo era muito triste. A solidão, o silêncio do nada ecoando, o egoísmo de cada um dos dois ramos, que não se falavam nem se ajudavam.

Uma gota de lágrima bastou para que a tristeza acabasse. A terra se nutriu. Os raminhos ganharam força. As sementes secas caíram e nasceram novas, que também caíram e geraram novos raminhos de trigo.

Depois desse dia, a solidão, o silêncio e o egoísmo nunca mais foram vistos.

28 junho 2007

A árvore da montanha, Ô-lê-i-a-ô

Nessa árvore tinha um ninho. Ai, ai, ai, que amor de ninho. Ai, ai, ai, que belo ninho.

E neste ninho, tinha um pássaro. E este pássaro nunca tinha saído do ninho da árvore da montanha, ô-lê-i-a-ô.

Ele tinha asas, mas que só serviam pra esquentar sua barriga – que era grande, por sinal. Christian (o pássaro do ninho da árvore da montanha, ô-lê-i-a-ô) não fazia exercícios, só comia.

Comia lagartinhas de borboleta que passavam por ali, comia flores, comia frutinhos que caíam da árvore da montanha, ô-lê-i-a-ô. Mas não, ele não comia minhocas, porque não tinha um papai nem uma mamãe pra levar a comida até ele.

Christian era órfão, e tudo o que ele lembrava era de seus pais saindo para a lua-de-mel. (Ele não havia sido planejado, nasceu alguns dias antes do casamento de seus pais.) Os dois pombinhos, ou melhor, passarinhos, saíram em viagem para a árvore de pitangas. Mas, logo que levantaram vôo, uma pedrinha os acertou. Era o filho do lenhador que mora na floresta da árvore da montanha, ô-lê-i-a-ô, brincando de estilingue.

Aquele tiro foi fatal para o casal. E muito triste para o pequeno Christian. Sem pais, ele nunca aprendeu a voar. E nunca comeu uma minhoca na vida.

Quem sabe um dia, o lenhador que mora na floresta da árvore da montanha, ô-lê-i-a-ô, corte a árvore de Christian. E assim, ele poderá sair do ninho onde foi abandonado e ter o prazer de comer uma minhoca.

15 junho 2007

O mundo de Elisa

Um dos passatempos preferidos de Elisa era passear pelo campo roxo, cheio de flores verdes, que havia ao lado de sua casa. Ali, o céu ficava muito mais alaranjado que o normal. Os carneirinhos verde-limão pulavam de um lado da cerca ao outro. As formigas cor-de-rosa pipocavam o campo, com todos os seus formigueiros azuis. Ela podia ver as vaquinhas lilás com suas manchas brancas. E mais para lá, trabalhadores com a pele bem vermelha, quase cor de pepino.

Às vezes, Elisa levava seu cachorrinho azul para tomar água na pequena cachoeira com água esmeraldina. Era lindo ver a água bater naquelas pedrinhas coloridas. Tinha verde, azul, cor-de-rosa, laranja, amarela e vermelha. Era a coisa mais colorida que ela conhecia, ao contrario do arco-íris que surgia no céu quando chovia e fazia sol ao mesmo tempo. Ele era cinzento, mas em tons de cinza diferentes, como uma escala de cinza. Totalmente sem vida.

01 junho 2007

Duendes e vacas

Na Antiguidade, duendes eram grandes ordenhadores de vacas. Grandes no sentido de ilustres, porque eles eram tão pequenos – no sentido de tamanho – quanto hoje.

O sistema que eles utilizavam era um tanto peculiar: eles amarravam a vaca com um cipó em uma árvore. (Duendes não usam cordas, só coisas que venham direto da natureza.) Então, ficava um duende embaixo de cada teta de vaca. E eles colocavam o leite direto em seus chapeuzinhos. O bom disso é que não precisavam ficar esvaziando o chapéu – como os homens fazem com baldes hoje –, o leite que caía em seus chapéus ia direto para a chaleira de cada habitante da cidade mais próxima.

Era simples. Quando um duende precisava de leite, colocava seu chapéu sobre um copo, caneca ou chaleira. No momento em que ele tirava o chapéu de cima do recipiente, este estava cheinho de leite fresco. É que os chapéus dos duendes têm um contato entre eles.

Você pode estar se perguntando: “Ué, mas se os duendes só usam coisas que vêm direto da natureza, como eles têm copos, canecas, chaleiras e mesmo chapéus?”. Mas, quem disse que copos, canecas, chaleiras e chapéus não vêm da natureza??? Eles não vêm da natureza que você conhece, mas na Antiguidade dos duendes, eles faziam parte da natureza.

Voltando ao assunto, os chapéus dos duendes são interligados por algo incompreensível por nós, humanos. Mas isso existe, e se eu estou dizendo que existe, fica mais compreensível.

Então, se um duende entrava dentro do seu próprio chapéu, e outro duende tirava o seu próprio chapéu, e isso fosse feito por vários duendes, estes duendes ficariam empilhados, um em cima do outro. E assim, eles poderiam ordenhar uma vaca gigante.

22 maio 2007

O cirurgião-dentista

César Pinceto é cirurgião-dentista. É daqueles homens que nasceu sabendo o que queria ser, e acertou. Nunca pensou em ser astronauta, psicólogo ou piloto de Fórmula 1.

Quando pequeno, brincava de boneca com sua irmã mais velha, Úrsula. Ele ficava irritado porque nenhuma boneca tinha dentes. Só os bonecos tinham dentes. Dinossauros, tigres, leões, jacarés, cachorros. Mas César não queria ser dentista veterinário, queria ser cirurgião-dentista.

Aos 10 anos, César Pinceto ganhou um irmão mais novo, o Léo. Para sua alegria, o pequeno logo seria um fornecedor de dentes, dentes-de-leite. Assim que Léo perdeu o primeiro dente, César sugeriu colocar uma prótese. Ele roubava todos os dentinhos de leite que o irmão colocava debaixo do travesseiro para esperar a fadinha. No lugar, colocava uma escova-de-dentes ou um fio-dental.

Hoje, César Pinceto é um renomado cirurgião-dentista, mas nenhum de seus irmãos é seu paciente.

23 abril 2007

Joãozinho apresenta: A batata roxa

Joãozinho comprou uma batata roxa. Sim, era batata. E sim, era roxa.

Mas não era roxa só por fora. Era roxa por dentro também. Parecia uma beterraba, mas era um pouco mais clara. E tinha gosto de batata mesmo.

Mas não pergunte onde Joãozinho comprou a batata roxa, ele não conta pra ninguém. Um dia, simplesmente levou pra casa e deu para sua mãe. “Uma batata roxa, Joãozinho?!” – disse ela. “O que eu vou fazer com uma batata roxa?” – continuou. “Batata-frita roxa” – disse Joãozinho, sem hesitar.

Mas sua esperança durou pouco. Sua mãe mandou que ele enterrasse a batata roxa bem longe, pois ela poderia estar contaminada.

Joãozinho enterrou a batata roxa no vilarejo mais próximo e nunca mais falou sobre aquilo com a sua mãe.

Até hoje, Joãozinho sonha em comer batata-frita roxa. Mas outra batata como aquela ele nunca mais encontrou.

10 abril 2007

hahaha

Uma releitura sobre o meu blog. :D hahaha
Os olhos são meus

A flor não é mais do meu amor

Marisa falou: “Essa foi a última vez. A última gota caiu, e a última pétala não existe mais.”.

Ela ficava sempre ali na janela. Uma pequena violeta daquelas que duram anos. A tia da avó ganhou do Seu Ronaldinho, que era sensação entre as mocinhas.

Ninguém nunca entendeu como ela durou tanto tempo. E Marisa não entendia porque bem na vez dela a violeta viraria cinzas.

A questão é que Janete roubou o namorado de Marisa, e a violeta não tinha mais razão para existir. Porque a violeta deveria representar o amor da mais nova geração da família. Marisa havia feito juras de amor ao seu respectivo. Mas, agora, tudo estava acabado.

O que ninguém sabe é que junto com a terra jogada fora, ficou um restinho de raiz com um restinho de vida com um restinho de amor.

09 abril 2007

O pastel do português

O português morou desde que nasceu ao lado de uma barraquinha de pastel de chinês. Todas as manhãs, cumprimentava o chinês, desde que nasceu.

A partir dos 7 anos, sua mãe passou a permitir que ele comesse frituras. Todos os sábados e domingos, ele comia pastel, desde os 7 anos.

Aos 13 anos, o português começou a sentir inveja do chinês. Desejava mais do que comer pastéis, desejava ter sua própria barraquinha, desde os 13 anos.

Aos 18 anos, o portuga começou a comprar do chinês não só os pastéis de sábados e domingos, mas a massa de pastel, com a desculpa de que fritaria na casa de sua avozinha doente.

E ao lado da casa de sua avozinha, que de doente não tinha nada, o português abriu sua própria barraquinha. Com apenas uma mesa velha, dois banquinhos e sua avozinha como atendente, o portuga começou a fazer sucesso. Ele fritava e a avozinha vendia. Começaram a vender para os vizinhos da rua, do quarteirão, do bairro inteiro.

Aos 20 anos, o português vendia pastéis para a cidade inteira. E sua avozinha era a avozinha mais cobiçada da cidade.

Aos 22 anos, o português começou a vender pastel de bacalhau. Desde os 22 anos, só ele, a avozinha e o chinês comem o seu pastel.

15 março 2007

Laranjinha e o francês

Laranjinha foi cuspida pela boca de um francês. "Mèrde!" - disse ele ao morder a pequena sementinha sem querer.

Laranjinha ficou parada por dois dias no meio da grama do Jardim Botânico de Curitiba - por onde o francês passava quando ela foi cuspida.

Laranjinha começou a sentir calor. Era o Sol batendo forte. Laranjinha sentiu seu calor ser refrescado. Era o jardineiro.

Laranjinha sentiu enjôo. Achou que iria explodir. Suas costas estavam se abrindo. Uma raiz saía de lá.

Laranjinha brotou. Laranjinha cresceu. Laranjinha virou uma pequena arvorezinha. O jardineiro viu e tirou Laranjinha de lá. Cavou a terra ao seu redor e a colocou num pequeno saco plástico preto.

Laranjinha viu o tempo passar sem muito entender o que se passava.

Hoje, Laranjinha vê a Torre Eiffel no topo de sua cabeça.

28 fevereiro 2007

Elas não secam

Marcelo acordou todo estampado e na textura do seu lençol. Levantou. A sola do pé ficou bordô, como o tapete. Esbarrou na cabeceira e ficou com uma mancha amadeirada na altura do joelho. Abriu a porta e as pontas de seus dedos ficaram prateadas. O tapete do corredor tinha um piso diferente. Seus pés mudaram de cor. A porta do banheiro estava entreaberta. Deu de ombro na porta para que ela abrisse. Seu ombro esquerdo ficou branco. Pés azulejados. Abriu a torneira: mão direita acobreada. Água e sabonete roxo: rosto roxo também.

E assim é a complexa e colorida vida de Marcelo. O problema está nas tintas. Elas não secam.

23 fevereiro 2007

Laila. Uma mente assassina.

Laila não podia mais se segurar. Era muito peso na consciência. Precisava contar para alguém que era uma assassina. Mas como os outros reagiriam?

Depois daquela noite, tudo mudou na vida de Laila. Era uma noite estrelada, fria. Laila estava sozinha em casa assistindo “That 70´s Show” e comendo pipoca com molho barbecue.

Um barulho no piso superior da casa. Passos no assoalho. Passos descendo a escada. Coração disparado. Sangue correndo apertado nas veias. Adrenalina. Uma voz familiar. A empregada ainda não havia ido embora. Estranho.

Laila se concentrou novamente no seriado. Aumentou o volume. Tomou um gole de Coca Cola Light Lemon. Deu duas gargalhadas e um grito. “Aaaaaaaaahhhhhh” – gritou Laila. “Aaaaaahhhh! Aaaaaaahhhh!!!” – gritou novamente e com mais intensidade.

Um golpe, dois golpes, 12 golpes. Naquele momento, tudo virou arma para a garota de 12 anos que acabara de descobrir ter uma mente assassina. Caiu no chão o corpo de um semi-cadáver. Mais uma pisada e estava tudo acabado.

Laila sempre odiou aranhas.

08 janeiro 2007

Janete nasceu

Janete nasceu. Cresceu. Foi para a escola. Ensino médio. Faculdade. Pós-graduação. Mestrado. Doutorado. Nenhum trabalho.

Estudar, ela adorava. Fora isso, ficava em casa deitada olhando para o teto. Em estado meio meditativo, meio de hibernação. Ela só comia antes de ir para a aula. E depois.

Tinha tudo o que precisava ao lado da cama. Um penico. Escova e pasta de dente. Um vasinho com água limpa e outro para cuspir.

Olhando para o teto, Janete pensava nos pássaros, na vida, na vida extraterrestre. Visitava países e planetas. Tudo isso enquanto seus pais divorciados a sustentavam.

Aos 42 anos, Janete só havia ficado fora de casa durante suas aulas. Ou na mudança da casa de sua mãe para a casa própria. Casa própria para ficar deitada olhando para o teto. E isso era tudo o que ela fazia.

Na casa de Janete, não havia cozinha. Na casa de Janete, não havia sala. Na casa de Janete, não havia banheiro. Na casa de Janete, só havia quartos.

A casa de Janete tinha camas para todos os humores. O “banheiro da suíte” era todo azul, com uma cama de solteiro, e ótima para dias de stress. A “sala de jantar” era amarelo-chocante, com uma cama king-size, para dias desanimados. A “cozinha” era verde, com uma cama de viúva, onde Janete se sentia em harmonia. E assim por diante.

23 novembro 2006

Laggy, a lagarta

Era uma vez uma lagarta. E essa lagarta tinha nome: Laggy.

Laggy era uma amante da Natureza. Acordava feliz todos os dias por saber que havia nascido para viver em meio àquela vasta vegetação. Respirava fundo para sentir a brisa refrescando seu corpinho de 7 cm.

Adorava todo aquele verde, e todos aqueles animais vivendo em harmonia. Afinal, depois do tratado de paz acertado no Bosque Aishô - onde ela morava -, nenhum animal era mais predador. Todos faziam um regime à base de folhas e raízes. Até porque as folhas e as raízes não se mexeram muito na hora de fazer a votação do tratado.

Laggy vivia passeando à procura da planta mais bonita do bosque. Ou da flor mais bonita. Um dia, ela encontrou um botão. Era o mais belo botão que ela já havia visto. A flor deveria ser magnífica. Então, a pequena lagarta resolveu virar um casulo ali na frente, enquanto esperava o botão abrir.

Laggy percebeu que precisava trocar de nome. Casy, talvez. Precisava ir ao cartório. Mas, puxa vida, ela não conseguia se mexer. Decidiu continuar como Laggy mesmo, e trocar de nome quando virasse borboleta. Se chamaria Flying Flower.

Ah, como Laggy estava ansiosa por virar borboleta. Ir ao cartório seria a segunda coisa que ela faria quando deixasse de ser casulo. Afinal, a razão de ela estar ali era ver o esplêndido botão virar flor.

O dia que ela tanto esperava chegou. Mexeu suas asinhas levemente. Abriu os olhos e ali estava a mais bela criatura já produzida pela Natureza. Laggy – muito em breve Flying Flower– não se conteve. Não sabia voar, mas deu um jeito e se esquivou até o topo da bela flor. “Schlurp” – fez a flor, que, na verdade, era uma planta carnívora.

10 novembro 2006

João e o pé de toalhas

João. 40 anos. Solteiro. Nunca quis se casar mesmo, gostava de aproveitar a vida. Dizia que mulher existe para ser mãe ou amiga, mas não esposa.

Vivia muito bem em seu loft duplex. Empresário médio-sucedido. Ao menos, tinha muitas namoradas, ou melhor, amigas.

João não era um cara muito vaidoso. Tinha duas calças para ir trabalhar, uma calça para o final de semana e duas bermudas para o verão. Camisetas? 5 ou 6 no total, e mais um ou dois casacos. Não tinha pijamas, pois, como a maioria dos homens, dormia de cueca.

A única coisa com que ele realmente se importava na vida era as toalhas de banho que usava. Apesar de nunca ter apresentado sintomas de organização excessiva, ele tinha sérios problemas com suas toalhas. Não conseguia usar uma toalha que estivesse um pouco úmida. Ou uma toalha que tivesse cheiro de corpo. Ou uma toalha com fio puxado.

Por isso, João comprava toalhas todas as semanas. Mais precisamente, três, e revezava o uso. Usava uma na segunda e na quinta, outra na terça e na sexta e a outra na quarta e no sábado. Depois do segundo banho com cada toalha, jogava-as fora. No domingo, acabava não tomando banho pois sempre chegava bêbado em casa depois de passar a tarde no bar com os amigos. E no verão, João comprava seis toalhas ao invés de três, pois tomava banho duas vezes por dia.

Um dia, João estava no clube jogando tênis com os amigos. Depois de algumas cervejas, foi tomar banho. Ele entrou sem querer em um vestiário feminino e viu uma mulher enrolada numa toalha. Foi amor à primeira vista.

26 outubro 2006

Alice no País das Borboletas

Alice saiu da caverna e viu uma selva de borboletas. Uma era amarela, a outra azul, a outra verde com desenhos roxos. Ela foi seguindo a borboleta amarela até o riacho. A borboleta parou sobre uma pedra e Alice se aproximou. Percebeu que ela tinha cheiro de banana. “Engraçado!” – pensou Alice. “Vou ver se as outras borboletas também têm cheiro.”. E voltou correndo para a entrada da caverna, onde a nuvem de borboletas permanecia voando.

Tinha borboleta de morango, de kiwi, de bife acebolado. Até borboleta de peixe à dorê Alice encontrou. A azul, sorvete de blue ice. A preta, jabuticaba. A cinza tinha cheiro ruim. Ela descobriu que todas as borboletas cinza tinham cheiros diferentes, mas todos eram ruins. Então, voltou a ir atrás das coloridas.

Depois de um tempo, a hora do almoço chegou. Alice sentiu fome. Voltou para a caverna e comeu comidas de todos os aromas. Comeu tanto que passou mal por três dias e três noites.

Depois daquele dia, Alice nunca mais sentiu o cheiro das borboletas.

10 outubro 2006

A mosca

A mosca, ou mocsa - como diria minha irmã mais velha quando era menos velha - é um inseto díptero esquizóforo da subordem dos ciclórrafos.

O que importa mesmo é que, segundo a Wikipédia (http://pt.wikipedia.org/wiki/Mosca) existem 28 tipos de mosca, e todas são nojentas. Existe mosca da cenoura, mosca de cavalo, mosca de fogo, mosca do vinagre, mosca dos olhos. Existe uma lenda que diz que qualquer pessoa do mundo pode criar uma mosca. Desde que deixe um gafanhoto e uma mosca (de qualquer tipo) dentro de um recipiente de vidro durante 7 noites de lua cheia. Dependendo do tipo de gafanhoto e mosca capturados e da região de onde vieram, surge uma mosca diferente. Para saber o nome, você deve dar 7 voltas instantes antes de abrir o recipiente com a nova mosca. Então, abre os olhos repentinamente e escuta os sons da natureza. O nome vai vir como um sopro de vento.

Mas o que importa mesmo é que uma mosca "dura" de 25 a 30 dias - a caseira. A pergunta é: por que existe essa praga? Só descobri isso depois de 20 anos. Ela pode curar gangrena. Sua larva se chama asticô e é muito usada para pesca e medicina legal - that´s the point. Ela é ingerida como um comprimido e tem um efeito imediato. Toda a pele se transforma e a pessoa se cura.

Faça a experiência!

05 julho 2006

Lil´ Red

Jeanne era uma menina comum. Morena, 1,65 de altura. Nem gorda, nem magra. Gostava de sapatear enquanto ouvia clipes na televisão. Adorava muffins e pizza de atum. Nasceu em Chernobil, uma semana depois do acidente nuclear, a 4 de maio de 1986. Devido à radiação, Jeanne tem um problema de nascença. Seu globo ocular não foi completamente desenvolvido. A única cor que ela enxerga é vermelho. São tons de vermelho. Daí vem o apelido Lil´ Red.

Lil´Red vivia feliz com sua família em Sammetsville. Um belo dia - na verdade, um triste - seus pais foram para a Floresta Black Hills (aquela da Bruxa de Blair) e Jeanne nunca mais teve notícias deles.

Foi morar com sua avó, Benett Grandma, na aldeia de Blouviant. Era uma aldeia pequena. Porém, todos sabiam o perigo que o pequeno bosque da aldeia significava.

Lá morava uma estranha criatura também conhecida como Chupacabra. Mas nem todos sabem que esta criatura fala - 7 línguas, diga-se de passagem. E o que quase ninguém sabe, você vai descobrir no decorrer da história.

Um belo dia - na verdade, um triste - Jeanne foi comprar abóbora no Mercadinho de Chunec para preparar os enfeites do Halloween. Quando voltou pra casa encontrou a porta arrombada. Pensou em assalto, estupro - não, estupro não, ninguém iria querer sua avó cheia de pelancas-, seqüestro. Quando entrou na sala, ouviu duas vozes (uma era de sua avó) vindas do quarto falando mandarim. Conseguia entender algumas palavras pois quando era pequena fazia kung fu. Aquilo tudo era muito estranho.

Entrou no quarto e deparou com a criatura ao lado de sua avó. Ela estava oferecendo 1000 dólares ao Chupacabra por alguma razão.

Lil´Red ainda não sabe, mas aquele dinheiro era pago mensalmente para que um segredo continuasse escondido (no pequeno bosque de Blouviant): o Chupacabra, na verdade, era o pai de Jeanne.

Sigilo

Ontem decidi que queria fazer um blog. Hoje criei o blog.
Ontem decidi que não vou divulgá-lo por 158 dias. Hoje são 157.